Resolução na conversão vector - raster

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Resolução na conversão vector - raster

Pedro Venâncio

Olá boa noite,

Estou aqui para criar um MDT com as curvas de nível das cartas 25k, mas não encontro referências relativas à relação que deve ser mantida na conversão de vectores para raster, isto é, que tamanho atribuir ao pixel, dada a escala e a equidistância das curvas de nível. Encontrei vários locais e trabalhos que indicam e utilizam 25 - 30m, mas não apontam a justificação para esse valor.

Alguém me pode elucidar ou indicar bibliografia sobre o assunto?

Obrigado!


Abraço!

Pedro Venâncio



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Re: Resolução na conversão vector - raster

Andre Mano
Bom Dia Pedro,


Suponho que estejas a vectorizar as curvas de nível a partir de rasters das cartas. Eu sugiro manter adoptar a resolução do raster da carta - embora n consiga justificar essa decisão do ponto de vista técnico. Apenas me parece a soluçao mais óbvia - adoptar a resolução do raster inicial, porque assim, teoricamente, não estás a forçar a interpolação excessiva de valores.


cumprimentos,

André Mano

2010/6/22 Pedro Venâncio <[hidden email]>

Olá boa noite,

Estou aqui para criar um MDT com as curvas de nível das cartas 25k, mas não encontro referências relativas à relação que deve ser mantida na conversão de vectores para raster, isto é, que tamanho atribuir ao pixel, dada a escala e a equidistância das curvas de nível. Encontrei vários locais e trabalhos que indicam e utilizam 25 - 30m, mas não apontam a justificação para esse valor.

Alguém me pode elucidar ou indicar bibliografia sobre o assunto?

Obrigado!


Abraço!

Pedro Venâncio



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Re: Resolução na conversão vector - raster

Luís de Sousa
In reply to this post by Pedro Venâncio
Viva Pedro,

25 metros à escala 1:25 000 traduz-se em 1 milímetro na carta, o que está ainda um pouco acima do erro de graficismo (0.2 mm). Em teoria a carta militar tem informação até 5 metros, sendo esse o limite para lá do qual não existe informação.

No caso de estar a trabalhar com informação digital, então o que conta é a resolução de aquisição. O Exército recolhe a informação por fotogrametria à escala 1:10 000 sendo posteriormente generalizada para a escala final gráfica de 1:25 000. Não sei se a informação digital distribuída sofre ou não esta generalização.

Resumindo: para garantir a preservação de resolução da informação topográfica, a resolução do modelo numérico do terreno (raster) não deverá ser inferior a 5 metros. No entanto há que ponderar esta decisão em relação ao objectivo final do trabalho, pode não ser ńecessário gerar ficheiros tão grandes.

Saudação,

Luís


2010/6/22 Pedro Venâncio <[hidden email]>

Olá boa noite,

Estou aqui para criar um MDT com as curvas de nível das cartas 25k, mas não encontro referências relativas à relação que deve ser mantida na conversão de vectores para raster, isto é, que tamanho atribuir ao pixel, dada a escala e a equidistância das curvas de nível. Encontrei vários locais e trabalhos que indicam e utilizam 25 - 30m, mas não apontam a justificação para esse valor.

Alguém me pode elucidar ou indicar bibliografia sobre o assunto?

Obrigado!


Abraço!

Pedro Venâncio



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Re: Resolução na conversão vector - raster

Joaquim Luis
In reply to this post by Pedro Venâncio
On 22-06-2010 00:36, Pedro Venâncio wrote:

Olá boa noite,

Estou aqui para criar um MDT com as curvas de nível das cartas 25k, mas não encontro referências relativas à relação que deve ser mantida na conversão de vectores para raster, isto é, que tamanho atribuir ao pixel, dada a escala e a equidistância das curvas de nível. Encontrei vários locais e trabalhos que indicam e utilizam 25 - 30m, mas não apontam a justificação para esse valor.

Alguém me pode elucidar ou indicar bibliografia sobre o assunto?

Obrigado!


Abraço!

Pedro Venâncio



Pedro,

Na verdade o assunto é um bocadito mais complicado do que apenas a escolha do passo de malha da interpolação.
O que acontece é que não há aqui nenhuma "conversão" de vector para grelha mas sim uma interpolação, usando um dado algoritmo, para obter a dita grelha. Ora o problema de interpolar curvas de nível é que os dados são muito densos a longo de cada curva e relativamente esparços entre as curvas. Se o gradiente do terreno for baixo a distância entre curvas de nível pode ser considerável. O resultado disto é que as grelhas calculados a partir de curvas de nível mostram claramente a sua origem quando, por exemplo, as iluminamos. Aí vê-se nitidamente que o modelo de terreno parece as encostas do Douro, ou seja, é constituido por socalcos. Para obviar a isto existem algoritmos especializados que procuram na interpolação preveligiar os pontos que lhes estão nas curvas "em frente e atrás". Eu não conheço em conceto nenhum programa desses, embora tenha uma vaga idéia de me terem dito que nos pacotes da Intergeph havia algo desse género. Dentro dos algoritmos mais clássicos o meu palpite é que a minima curvatura seja o que menos vais evidenciar esse efeito dos socalcos.

Joaquim Luis

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Re: Resolução na conversão vector - raster

Joaquim Luis
On 22-06-2010 11:59, Joaquim Luis wrote:
On 22-06-2010 00:36, Pedro Venâncio wrote:

Olá boa noite,

Estou aqui para criar um MDT com as curvas de nível das cartas 25k, mas não encontro referências relativas à relação que deve ser mantida na conversão de vectores para raster, isto é, que tamanho atribuir ao pixel, dada a escala e a equidistância das curvas de nível. Encontrei vários locais e trabalhos que indicam e utilizam 25 - 30m, mas não apontam a justificação para esse valor.

Alguém me pode elucidar ou indicar bibliografia sobre o assunto?

Obrigado!


Abraço!

Pedro Venâncio



Pedro,

Na verdade o assunto é um bocadito mais complicado do que apenas a escolha do passo de malha da interpolação.
O que acontece é que não há aqui nenhuma "conversão" de vector para grelha mas sim uma interpolação, usando um dado algoritmo, para obter a dita grelha. Ora o problema de interpolar curvas de nível é que os dados são muito densos a longo de cada curva e relativamente esparços entre as curvas. Se o gradiente do terreno for baixo a distância entre curvas de nível pode ser considerável. O resultado disto é que as grelhas calculados a partir de curvas de nível mostram claramente a sua origem quando, por exemplo, as iluminamos. Aí vê-se nitidamente que o modelo de terreno parece as encostas do Douro, ou seja, é constituido por socalcos. Para obviar a isto existem algoritmos especializados que procuram na interpolação preveligiar os pontos que lhes estão nas curvas "em frente e atrás". Eu não conheço em conceto nenhum programa desses, embora tenha uma vaga idéia de me terem dito que nos pacotes da Intergeph havia algo desse género. Dentro dos algoritmos mais clássicos o meu palpite é que a minima curvatura seja o que menos vais evidenciar esse efeito dos socalcos.

Joaquim Luis

Descuplem, esqueci-me de acrescentar isto no meu mail anterior.
Quem quiser o Algarve a ~50 m e a zona de Lisboa a ~10 m (as grelhas estão em geográficas), mar incluido mas não a essa resolução pode descarregar de

http://w3.ualg.pt/~jluis/mirone/data_links.htm

Joaquim

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Re: Resolução na conversão vector - raster

Pedro Venâncio
In reply to this post by Joaquim Luis
Olá a todos,

Antes de mais agradeço o apoio!



     >Viva Pedro,

>25 metros à escala 1:25 000 traduz-se em 1 milímetro na carta, o que está ainda um pouco acima do erro de graficismo (0.2 mm). Em teoria a carta militar tem informação até 5 metros, sendo esse o limite para lá do qual não existe informação.
>No caso de estar a trabalhar com informação digital, então o que conta é a resolução de aquisição. O Exército recolhe a informação por fotogrametria à escala 1:10 000 sendo posteriormente generalizada para a escala final gráfica de 1:25 000. Não sei se a informação digital distribuída sofre ou não esta generalização.
>Resumindo: para garantir a preservação de resolução da informação topográfica, a resolução do modelo numérico do terreno (raster) não deverá ser inferior a 5 metros. No entanto há que ponderar esta decisão em relação ao objectivo final do trabalho, pode não ser ńecessário gerar ficheiros tão grandes.

Faz sentido Luís.
Por exemplo, na eventual conversão raster -> vector de uma feição de uma carta na escala 1:25.000, por hipótese de uma estrada, o tamanho do pixel não deverá ser inferior ao erro de graficismo associado à escala (5m, neste caso), porque será esse o valor mínimo de representação. Abaixo desses 5m a feição não é cartografável. Estou correcto ou estarei a dizer uma barbaridade?
Já as curvas de nível são questões diferentes, porque, como diz, dependerão da escala de aquisição e generalização.

Já agora, encontrei a referência a uma fórmula que relaciona a resolução espacial (REsp) com a relação de escala (RE), do seguinte modo:

REsp/0.0002 = RE

o que daria, por exemplo, para as imagens Landsat (REsp 28,5m), uma escala de representação 1:142.500.

Isto terá algum fundamento? É que o valor deriva directamente do erro de graficismo, mas geralmente vêem-se estes produtos de detecção remota usados com escalas superiores.





>Pedro,
>Na verdade o assunto é um bocadito mais complicado do que apenas a escolha do passo de malha da interpolação.
O que acontece é que não há aqui nenhuma "conversão" de vector para grelha mas sim uma interpolação, usando um dado algoritmo, para obter a dita grelha. Ora o problema de interpolar curvas de nível é que os dados são muito densos a longo de cada curva e relativamente esparços entre as curvas. Se o gradiente do terreno for baixo a distância entre curvas de nível pode ser considerável. O resultado disto é que as grelhas calculados a partir de curvas de nível mostram claramente a sua origem quando, por >exemplo, as iluminamos. Aí vê-se nitidamente que o modelo de terreno parece as >encostas do Douro, ou seja, é constituido por socalcos. Para obviar a isto existem >algoritmos especializados que procuram na interpolação preveligiar os pontos que lhes >estão nas curvas "em frente e atrás". Eu não conheço em conceto nenhum programa >desses, embora tenha uma vaga idéia de me terem dito que nos pacotes da Intergeph >havia algo desse género. >Dentro dos algoritmos mais clássicos o meu palpite é que a >minima curvatura seja o que menos vais evidenciar esse efeito dos socalcos.
>Joaquim Luis


Também faz todo o sentido Joaquim Luis,
mas os interpoladores têm todos alguma contrapartida. O spline suaviza a superfície, deixando-a mais agradável à vista e mais regular nos perfis, contudo pode ocultar feições do terreno como quebras abruptas, escarpas de falha, etc., e também não funciona muito bem em zonas com grandes variações no valor num curto espaço.

No caso eu vou usar o GRASS para fazer o MDT, e tenho duas hipóteses, ou uso o r.surf.contour
http://grass.itc.it/gdp/html_grass64/r.surf.contour.html
convertendo as curvas de nível para raster e depois usando este interpolador linear, que pode gerar esse efeito de socalcos que o Joaquim Luis refere, e que se vê bem também nas cartas de declives derivadas,
ou uso o v.surf.rst
http://grass.itc.it/gdp/html_grass63/v.surf.rst.html
através do interpolador spline.

Qual será a melhor solução? Eu sei que é uma pergunta estúpida, porque é muito complicado dizer quando um interpolador é melhor que outro, mas se tiver esta experiência, agradeço!


Em relação ao tamanho do pixel, para as curvas de nível das cartas 1:25.000, os 5m (derivados do erro de graficismo) serão aceitáveis? Existe alguma outra "regra"?

Obrigado a todos!
Abraços!
Pedro Venâncio


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Re: Resolução na conversão vector - raster

Joaquim Luis

Também faz todo o sentido Joaquim Luis,
mas os interpoladores têm todos alguma contrapartida. O spline suaviza a superfície, deixando-a mais agradável à vista e mais regular nos perfis, contudo pode ocultar feições do terreno como quebras abruptas, escarpas de falha, etc., e também não funciona muito bem em zonas com grandes variações no valor num curto espaço.

Pedro,

O método da mínima curvatura não é um spline. É um operador de 4ª ordem que obriga a superfície calculada a passar pelos pontos (quando estes caem nos nodos da grelha). Para além disso, ele tem um parâmetro chamado tensão que pode ser usado para fazer as variações da superfície serem mais ou menos bruscas em zonas de gradientes fortes.

Eu não uso o GRASS, já que sou um incondicional do GMT. Masis sobre a mínima curvatura em

http://gmt.soest.hawaii.edu/gmt/doc/gmt/html/man/surface.html

que seria um dos programas que eu recomendo (mas a mínima curvatura do Surfer é ainda melhor)


No caso eu vou usar o GRASS para fazer o MDT, e tenho duas hipóteses, ou uso o r.surf.contour
http://grass.itc.it/gdp/html_grass64/r.surf.contour.html
convertendo as curvas de nível para raster e depois usando este interpolador linear, que pode gerar esse efeito de socalcos que o Joaquim Luis refere, e que se vê bem também nas cartas de declives derivadas,
ou uso o v.surf.rst
http://grass.itc.it/gdp/html_grass63/v.surf.rst.html
através do interpolador spline.

Qual será a melhor solução? Eu sei que é uma pergunta estúpida, porque é muito complicado dizer quando um interpolador é melhor que outro, mas se tiver esta experiência, agradeço!




Em relação ao tamanho do pixel, para as curvas de nível das cartas 1:25.000, os 5m (derivados do erro de graficismo) serão aceitáveis? Existe alguma outra "regra"?

Sim. Vê qual é a distância tipica ao longo dos pontos de uma curva de nível. Não faz grande sentido usar passos de malha inferiores a essa distância. Isto independentemente da escala da carta da qual eles sejam derivados.

Joaquim

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Re: Resolução na conversão vector - raster

Luis Ferreira-2
Em relação ao GRASS, tenho estado a usar o v.surf.rst com bons
resultados. Uso o v.patch para juntar curvas de nível e pontos cotados.
Quem quiser experimentar envio um script em anexo (que encontrei
algures) para fazer validação cruzada e análise de sensibilidade dos
parâmetros de tensão e suavização.

A lógica é: no caso de dados esparsos diminuir a tensão.

Como se tem a possibilidade de extrair imediatamente resultados como uma
quadtree (o processo usa segmentação para regularizar o número de
amostras por área), um ficheiro com os resíduos, e superfícies de
curvatura, declives e exposições, conseguimos avaliar os resultados e
escolher os melhores parâmetros.

Quem quiser tem mais informação na página da Helena Mitasova e na
documentação do GRASS.

Vê no ponto "Spatial interpolation and approximation: methods"
http://courses.ncsu.edu/mea582/common/GIS_anal_lecture/GIS_Anal_Lectall.html


Esta página está muito boa, inclusive tem exemplos das várias
aplicações.
http://grass.osgeo.org/wiki/Contour_lines_to_DEM


No caso do r.surf.contour, tentei-o usar há tempos para forçar as linhas
de água e criar um MDT hidrologicamente correcto. Não permite usar
pontos cotados. Fora isso tem bons resultados. Preferi usar o v.surf.rst
juntamente com um script (v.breach) para forçar as linhas de água. Tive
que o corrigir para as últimas versões do GRASS. Enviei as alterações ao
autor mas não sei se ele actualizou. Envio-o aqui também.

Luís



On Ter, 2010-06-22 at 20:30 +0100, Joaquim Luis wrote:

> >
> > Também faz todo o sentido Joaquim Luis,
> > mas os interpoladores têm todos alguma contrapartida. O spline
> > suaviza a superfície, deixando-a mais agradável à vista e mais
> > regular nos perfis, contudo pode ocultar feições do terreno como
> > quebras abruptas, escarpas de falha, etc., e também não funciona
> > muito bem em zonas com grandes variações no valor num curto espaço.
> >
>
> Pedro,
>
> O método da mínima curvatura não é um spline. É um operador de 4ª
> ordem que obriga a superfície calculada a passar pelos pontos (quando
> estes caem nos nodos da grelha). Para além disso, ele tem um parâmetro
> chamado tensão que pode ser usado para fazer as variações da
> superfície serem mais ou menos bruscas em zonas de gradientes fortes.
>
> Eu não uso o GRASS, já que sou um incondicional do GMT. Masis sobre a
> mínima curvatura em
>
> http://gmt.soest.hawaii.edu/gmt/doc/gmt/html/man/surface.html
>
> que seria um dos programas que eu recomendo (mas a mínima curvatura do
> Surfer é ainda melhor)
>
> >
> > No caso eu vou usar o GRASS para fazer o MDT, e tenho duas
> > hipóteses, ou uso o r.surf.contour
> > http://grass.itc.it/gdp/html_grass64/r.surf.contour.html 
> > convertendo as curvas de nível para raster e depois usando este
> > interpolador linear, que pode gerar esse efeito de socalcos que o
> > Joaquim Luis refere, e que se vê bem também nas cartas de declives
> > derivadas,
> > ou uso o v.surf.rst
> > http://grass.itc.it/gdp/html_grass63/v.surf.rst.html 
> > através do interpolador spline.
> >
> > Qual será a melhor solução? Eu sei que é uma pergunta estúpida,
> > porque é muito complicado dizer quando um interpolador é melhor que
> > outro, mas se tiver esta experiência, agradeço!
> >
> >
> >
>
>
> > Em relação ao tamanho do pixel, para as curvas de nível das cartas
> > 1:25.000, os 5m (derivados do erro de graficismo) serão aceitáveis?
> > Existe alguma outra "regra"?
> >
>
> Sim. Vê qual é a distância tipica ao longo dos pontos de uma curva de
> nível. Não faz grande sentido usar passos de malha inferiores a essa
> distância. Isto independentemente da escala da carta da qual eles
> sejam derivados.
>
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v.breach_changed (20K) Download Attachment
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Re: Resolução na conversão vector - raster

Pedro Venâncio
In reply to this post by Joaquim Luis
Joaquim Luis,

Muito obrigado pelas sugestões!

Pois, eu não conhecia o GMT, no entanto fazendo uma leitura rápida pelas definições dos interpoladores mínima curvatura (do Surfer) e regularized spline with tension do GRASS, parecem-me muito semelhantes. No GRASS pode controlar-se uma grande quantidade de parâmetros do modelo, entre os quais se destacam a tensão e o smooth, permitindo, respectivamente, "achatar" ou "ondular" mais a superfície e fazer passar ou não a superfície pelos pontos iniciais. Também permite criar uma matriz de validação cruzada, o que dará uma ideia do ajustamento da superfície.

Vou optar por este método.


Agradeço a atenção Joaquim Luis, obrigado!

Um abraço!
Pedro Venâncio


Pedro,

O método da mínima curvatura não é um spline. É um operador de 4ª ordem que obriga a superfície calculada a passar pelos pontos (quando estes caem nos nodos da grelha). Para além disso, ele tem um parâmetro chamado tensão que pode ser usado para fazer as variações da superfície serem mais ou menos bruscas em zonas de gradientes fortes.

Eu não uso o GRASS, já que sou um incondicional do GMT. Masis sobre a mínima curvatura em

http://gmt.soest.hawaii.edu/gmt/doc/gmt/html/man/surface.html

que seria um dos programas que eu recomendo (mas a mínima curvatura do Surfer é ainda melhor)



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Re: Resolução na conversão vector - raster

Luís de Sousa
In reply to this post by Pedro Venâncio
Olá Pedro, os meu comentários seguem abaixo:

>
> Faz sentido Luís.
> Por exemplo, na eventual conversão raster -> vector de uma feição de uma carta na escala 1:25.000, por hipótese de uma estrada, o tamanho do pixel não deverá ser inferior ao erro de graficismo associado à escala (5m, neste caso), porque será esse o valor mínimo de representação. Abaixo desses 5m a feição não é cartografável. Estou correcto ou estarei a dizer uma barbaridade?

Sim é isso, se optar por pixel de 4 metros não ganha nada em relação a
um de 5 metros. Se optar por um pixel de 6 metros então está a perder
informação.

> Já as curvas de nível são questões diferentes, porque, como diz, dependerão da escala de aquisição e generalização.

Sim, mas se estiverem a ser capturadas a partir de uma carta gráfica
então o limiar dos 5 metros mantem-se.

>Já agora, encontrei a referência a uma fórmula que relaciona a resolução >espacial (REsp) com a relação de escala (RE), do seguinte modo:

>REsp/0.0002 = RE

É exactamente essa relação que referi. Se bem que isto venha da
cartografia impressa é usado para determinar a escala de dados
digitais. É assim que se determina por exemplo a que altitude deve
voar um sensor fotogrametrico para produzir um ortofotomapa a
determinada escala.

Espero ter ajudado,

Luís
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Re: Resolução na conversão vector - raster

Joaquim Luis
In reply to this post by Pedro Venâncio
On 22-06-2010 23:06, Pedro Venâncio wrote:
Joaquim Luis,

Muito obrigado pelas sugestões!

Pois, eu não conhecia o GMT,

Pedro,

Pois o GMT é mais conhecido pelos meios das Ciências da Terra, mas junto com o GRASS é um dos projectos de soft livre mais antigos. Tem também um produto famoso que as pessoas normalmente não-lhe associam: a linha de costa mundial GSHHS

no entanto fazendo uma leitura rápida pelas definições dos interpoladores mínima curvatura (do Surfer) e regularized spline with tension do GRASS, parecem-me muito semelhantes. No GRASS pode controlar-se uma grande quantidade de parâmetros do modelo, entre os quais se destacam a tensão e o smooth, permitindo, respectivamente, "achatar" ou "ondular" mais a superfície e fazer passar ou não a superfície pelos pontos iniciais. Também permite criar uma matriz de validação cruzada, o que dará uma ideia do ajustamento da superfície.

Vou optar por este método.

Luis, obrigado pelos links. Este é bem interassante
http://grass.osgeo.org/wiki/Contour_lines_to_DEM

já agora se alguém me pudesse converter os dados que são utilizados neste exemplo para um formato tipo ascii, ou binário simples, eu fiquei com curiosidade comparar com o resultado obtido pela mínima curvatura. (eu descarreguei o ficheiro da Carolina do Norte, mas aparentemente os dados estão num formato qualquer próprio do GRASS, mas esse eu não utilizo)

Cumprimentos

Joaquim



Agradeço a atenção Joaquim Luis, obrigado!

Um abraço!
Pedro Venâncio


Pedro,

O método da mínima curvatura não é um spline. É um operador de 4ª ordem que obriga a superfície calculada a passar pelos pontos (quando estes caem nos nodos da grelha). Para além disso, ele tem um parâmetro chamado tensão que pode ser usado para fazer as variações da superfície serem mais ou menos bruscas em zonas de gradientes fortes.

Eu não uso o GRASS, já que sou um incondicional do GMT. Masis sobre a mínima curvatura em

http://gmt.soest.hawaii.edu/gmt/doc/gmt/html/man/surface.html

que seria um dos programas que eu recomendo (mas a mínima curvatura do Surfer é ainda melhor)




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Re: Resolução na conversão vector - raster

Pedro Venâncio
Luís de Sousa,

Fiquei esclarecido! Obrigado!



Joaquim Luís,

Os dados em formato shapefile estão neste pacote

http://grass.osgeo.org/sampledata/north_carolina/nc_shape.tar.gz

compactados em tar.gz, que é um formato tipo zip, nativo do linux. Para descompactar em windows pode usar o 7-zip http://www.7-zip.org/ .



Luís Ferreira,

O v.surf.rst permite criar validação cruzada, com o parâmetro cvdev (ainda não testei), este script permite determinar iterativamente os valores óptimos de tensão e smooth? Que vantagens tem em relação à validação cruzada do próprio v.surf.rst?

Em relação aos MDT hidrológicamente consistentes, qual é a metodologia que usa? A rede hidrográfica tem informação altimétrica associada? Algumas aproximações que já vi quando não se dispõe de rede hidrográfica 3D, é criar o MDT, extrair a informação altimétrica do MDT para a rede hidrográfica (eventualmente através do v.drape), subtrair um valor constante a essa altimetria (por exemplo 0,2 - 0,3m) e depois refazer o MDT, incluindo a rede hidrográfica como se de curvas de nível se tratassem.

Como funciona o v.breach? E, já agora, como o coloco a funcionar?

Hoje fiz um teste para criar um MDT com as minhas curvas de nível, com o v.surf.rst. Demorou cerca de 5h, mas o resultado, numa análise visual, e com recurso a alguns perfis topográficos a atravessar alguns vales e cumeadas, parece bastante bom. O tempo é que é demasiado... Vou tentar generalizar a informação (v.generalize) e refazer o MDT pelo v.surf.rst, e comparar o tempo e os resultados.
Estou neste momento também a fazer uma tentativa com o r.surf.contour.. Está a demorar mais ainda que o v.surf.rst, e fiquei com uma dúvida, converti as curvas de nível para raster com um pixel de 2m, para ficarem semelhantes às originais em vector, e estou a usar o r.surf.contour com uma resolução de 25m. Este procedimento estará correcto? Deveria usar a mesma resolução na rasterização das curvas de nível e na interpolação por r.surf.contour?


Muito obrigado!

Cumprimentos,
Pedro Venâncio




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Re: Resolução na conversão vector - raster

Luis Ferreira-2
On Qua, 2010-06-23 at 12:34 -0700, Pedro Venâncio wrote:

>
>
> O v.surf.rst permite criar validação cruzada, com o parâmetro cvdev
> (ainda não testei), este script permite determinar iterativamente os
> valores óptimos de tensão e smooth? Que vantagens tem em relação à
> validação cruzada do próprio v.surf.rst?
>
> Em relação aos MDT hidrológicamente consistentes, qual é a metodologia
> que usa? A rede hidrográfica tem informação altimétrica associada?
> Algumas aproximações que já vi quando não se dispõe de rede
> hidrográfica 3D, é criar o MDT, extrair a informação altimétrica do
> MDT para a rede hidrográfica (eventualmente através do v.drape),
> subtrair um valor constante a essa altimetria (por exemplo 0,2 - 0,3m)
> e depois refazer o MDT, incluindo a rede hidrográfica como se de
> curvas de nível se tratassem.
>
> Como funciona o v.breach? E, já agora, como o coloco a funcionar?
>
> Hoje fiz um teste para criar um MDT com as minhas curvas de nível, com
> o v.surf.rst. Demorou cerca de 5h, mas o resultado, numa análise
> visual, e com recurso a alguns perfis topográficos a atravessar alguns
> vales e cumeadas, parece bastante bom. O tempo é que é demasiado...
> Vou tentar generalizar a informação (v.generalize) e refazer o MDT
> pelo v.surf.rst, e comparar o tempo e os resultados.
> Estou neste momento também a fazer uma tentativa com o
> r.surf.contour.. Está a demorar mais ainda que o v.surf.rst, e fiquei
> com uma dúvida, converti as curvas de nível para raster com um pixel
> de 2m, para ficarem semelhantes às originais em vector, e estou a usar
> o r.surf.contour com uma resolução de 25m. Este procedimento estará
> correcto? Deveria usar a mesma resolução na rasterização das curvas de
> nível e na interpolação por r.surf.contour?
>

O script serve para correres o v.surf.rst em modo de validação cruzada,
variando um determinado intervalo de valores nos parâmetros e escrevendo
as estatísticas dos resíduos num ficheiro de texto. Executa-se assim uma
análise de sensibilidade à variação dos parâmetros, para um determinado
conjunto de dados.

Em relação ao v.breach, é usado para retirar os artefactos introduzidos
em linhas de água com vales apertados. Tem o inconveniente de necessitar
de polilinhas que representem as linhas de água. O produto é um conjunto
de pontos, com cotas, que se adicionam aos dados vectoriais iniciais.

Em relação ao tempo necessário para o v.surf.rst, experimenta criar
vários Mapsets, copiar os dados vectoriais, e executar vários v.surf.rst
(vários threads) com regiões de análise (g.region) diferentes. No final
juntas os vários resultados com uma combinação de r.mapcalc e r.patch.

Se os teus dados têm uma distribuição homogénea podes sempre baixar os
valores de segmax (nº de pontos num determinado segmento) e npmin ( nº
de pontos usados para interpolação). A computação será mais rápida. Mas
se os segmentos forem visíveis terás de aumentar o npmin ou até usar o
r.random.cells para densificar com dependência espacial as amostras nas
áreas em défice a partir de um mdt provisório.

Em relação à resolução, salvo raras excepções, nas computações será
sempre usado a resolução definida para a região de análise,
independentemente da resolução dos dados usados. Em caso de dados com
resolução diferente da região será usado um resampling "on the fly".
Para nosso controlo sobre os processos recomendo preparar os dados para
a resolução da região de análise.

Luís


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Re: Resolução na conversão vector - raster

Joaquim Luis
In reply to this post by Pedro Venâncio
On 23-06-2010 20:34, Pedro Venâncio wrote:
Joaquim Luís,

Os dados em formato shapefile estão neste pacote

http://grass.osgeo.org/sampledata/north_carolina/nc_shape.tar.gz

compactados em tar.gz, que é um formato tipo zip, nativo do linux. Para descompactar em windows pode usar o 7-zip http://www.7-zip.org/ .


Pedro,

Após tropeçar com dois bugitos do GMT que me irão entreter durante um bocado, eis o que obtive com o surface.
A página do GRASS só fala em "valore por defeito" por isso não sei o que verdadeiramente foi usado como passo de malha.
Eu usei 1 m e o tempo de cálculo com um processador de 2.5 GHz foi práí ... 3 segundos

w3.ualg.pt/~jluis/ftp/tmp/elev_lid792_GMT.pdf


Joaquim

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Re: Resolução na conversão vector - raster

Pedro Venâncio
Olá Joaquim,

Essa informação está logo no início,

g.region vect=elev_lid792_cont1m
g.region res=1 -ap
significa que a bounding box (region no GRASS) é dada pelos limites do ficheiro vectorial, e a resolução é 1m.

Fiz o teste aqui num portátil com 1.66GHz e 2Gb de RAM, o processamento levou 317 segundos.

O resultado e mais dois perfis aproximadamente ortogonais, cruzando no centro do MDT:

http://dl.dropbox.com/u/5772257/grass/v_surf_rst.png
http://dl.dropbox.com/u/5772257/grass/Perfil_N-S.png
http://dl.dropbox.com/u/5772257/grass/Perfil_W-E.png


Abraço!
Pedro




--- On Wed, 6/23/10, Joaquim Luis <[hidden email]> wrote:

From: Joaquim Luis <[hidden email]>
Subject: Re: [Portugal] Resolução na conversão vector - raster
To: [hidden email]
Cc: "Pedro Venâncio" <[hidden email]>
Date: Wednesday, June 23, 2010, 10:29 PM

On 23-06-2010 20:34, Pedro Venâncio wrote:
Joaquim Luís,

Os dados em formato shapefile estão neste pacote

http://grass.osgeo.org/sampledata/north_carolina/nc_shape.tar.gz

compactados em tar.gz, que é um formato tipo zip, nativo do linux. Para descompactar em windows pode usar o 7-zip http://www.7-zip.org/ .


Pedro,

Após tropeçar com dois bugitos do GMT que me irão entreter durante um bocado, eis o que obtive com o surface.
A página do GRASS só fala em "valore por defeito" por isso não sei o que verdadeiramente foi usado como passo de malha.
Eu usei 1 m e o tempo de cálculo com um processador de 2.5 GHz foi práí ... 3 segundos

w3.ualg.pt/~jluis/ftp/tmp/elev_lid792_GMT.pdf


Joaquim


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