Res: RE: Certifica??o de GIS Open Source

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Res: RE: Certifica??o de GIS Open Source

Ricardo Pinho
Caros,

Não pretendia entrar em discussões improdutivas, sobre a iniciativa do IGP ou sobre a disponibilização de dados.

Concordo também que este espaço (OSGeo-PT) não é o indicado para
debater este assunto. Mas também sinceramente não o vi a ser discutido
em lado algum! (como é habitual por cá nesta terra. Quem tem o poder
delibra e pronto!)

Admito que quanto mais experiência vou ganhando mais me torno anti-monopólio.
Porque essa situação só pode trazer entraves ao desenvolvimento. Suponho que não sou o único a pensar assim!
E não nos podemos esquecer das avultadas e crescentes multas que a Microsoft tem vindo a acumular nestes últimos anos em todo o Mundo (inclusivé em tribunais Europeus). Facto que devemos ter em consideração quando se fazem acordos com essa empresa principalmente quando estão envolvido Estados (dos quais somos todos accionistas).

Enviei o meu contributo no enquadramento de: "receio das Instituições em soluções sem marca" e referi o caso do IGP/VE como um exemplo das consequencias que a adopção de "soluções certificadas" ou de "marcas de confiança" podem acarretar.

Neste caso, pelo que me é possivel interpretar, as Instituições do Estado Central estão a ser incentivadas a adoptar o API do VE no desenvolvimento de aplicações para o acesso à Informação Geografica do Estado. É claro que o investimento nessa tecnologia vai criar uma dependencia futura nos produtos MS (é a sua estratégia habitual: Levas o Windows OEM nos computadores e tens de comprar o Office, o Visual Basic, etc)

E o que levou o IGP/Estado a celebrar este acordo? O prestigio da marca Microsoft, evidentemente! Deste modo assumem que o perigo de "as coisas correrem mal" é menor e com menos probabilidade de trazer "dores de cabeça" para os concessionários ("se surgirem problemas eles resolvem". o que é normalmente um grande engano). E também assim pensou: o INE, a Aguas de Portugal, o Aveiro Digital, etc. (só para citar alguns que conheço directamente) quando lançam concursos/convites que orientam, directa ou indirectamente, para soluções comerciais.

Ora, isto é exactamente o inverso do que se passa (cada vez mais) noutros Países, como referiu o Leonardo Andrade.
Para além da Holanda, é a França, etc e o pioneiro: Canada, onde as Instituições lançam concurso publicos onde os concorrentes são "obrigados" a apresentar as suas soluções em "Open Source" de modo a que o investimento seja definitivamente publico.
E é, na minha opinião, graças a esses Estados "sem receios" e à sua visão, que estamos hoje todos nós a usufruir de grande parte das soluções OS, como é o caso do GeoServer, GeoTools, etc.

Mas permitam-me deixar aqui apenas algumas das minha dúvidas relativamente ao projecto em causa.

E porque Estado Portugues/IGP opta por escolher uma solução tecnológica fechada e a impõe aos seus Organismos Públicos? Com compromissos, que mais tarde alguem vai ter de pagar! É assim tão obvio que a solução VE é a melhor e a mais adequada às necessidades Portuguesas?
Infelizmente esta é uma atitude recorrende dos Governos Portugueses, vejam este comentário em relação à opção pelo carro electrico: http://www.apfn.com.pt/Noticias/Jun2008/210608g.htm

Porque o Governo/IGP não segue o exemplo dos nossos vizinhos http://www.idee.es e as directivas do INSPIRE e cria um IDE portugues, baseado em Open Standards? E deste modo promove que as outras Instituições Publicas entrem no barco, escolhendo a solução tecnológica mais adequada à sua situação e ao seu objectivo!

Talvez esteja mal informado e existam razões que justifiquem a "opção política" pelo VE!

Mas definitivamente desejava uma mudança de paradigma, que apresento com um exemplo simples:

Num sistema operativo fechado(Windows), quando se instala um driver "não certificado" é mostrada ao utilizador a mensagem:
"O driver que está a instalar não é certificado. Quer mesmo instalar este driver?".

Num sistema operativo aberto (Linux), quando se instala um driver com fonte fechada (proprietário) é mostrada ao utilizador a mensagem:
"O driver que está a instalar não tem a fonte aberta e não nos é possivel garantir a adaptação do driver a versões posteriores e a actualizações de segurança do SO. Quer mesmo instalar este driver?"

Penso que é tempo de começarmos todos a pensar da segunda maneira!

Cumprimentos,
Ricardo Pinho

----- Mensagem original ----
De: Luís Galiza Cardoso <[hidden email]>
Para: Duarte Carreira <[hidden email]>; [hidden email]
Enviadas: Quarta-feira, 9 de Julho de 2008 11:06:17
Assunto: RE: [Portugal] RE: Certifica??o de GIS Open Source

Caro Duarte Carreira,


Concordo plenamente com a sua posição sobre a iniciativa do IGP.
Parece-me que após longíssimos anos em que o ICG/IPCC/IGP parecia, sem
querer ofender ninguém, como que "estagnado", tem tido nos últimos tempos
iniciativas de louvar! Ou pelo menos mostra outra dinâmica!

Quanto à utilização da lista, penso que, para além do que já referiu, os
participantes deveriam ter algum cuidado e evitarem fazer publicidade
camuflada.

Já agora um comentário adicional.
Acho que, em termos de implementação de SIG, ainda se centra muito nas
opções tecnologias, antes de se estabelecerem objectivos concretos para o
sistema!

Res: RE: Certifica??o de GIS Open Source    
by Duarte Carreira Jul 09, 2008; 10:31am :: Rate this Message:    (use ratings to moderate[?])
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Caro Ricardo,

Por mim, não vejo problema na iniciativa. E não vejo como se
pode ler a partir desta iniciativa qualquer "receio" da instituição.
Pena é não haver ainda mais destas iniciativas por parte do IGP, de
disponibilizarem informação. A crítica que posso fazer é de terem
limitado a resolução dos ortos publicados via VE (não sei se é
limitação tecnológica?), e de não terem *ainda* publicado a mesma
informação via wms (talvez esteja agendado?).

E a título de pedido pessoal, gostaria de pedir que esta lista
não entre numa espiral de ataques a quem utiliza closed source... até
porque nesse caso eu e muitos outros estaremos incluído na lista de
alvos. E é uma discussão improdutiva: não me parece ser boa convivência
que "outros" se arroguem saber melhor que eu o software que devo usar
na minha instituição/entidade. Será muito mais consonante com a
iniciativa portuguesa da OSGeo se promovermos nesta lista o FOSS4G pela
positiva: pela partilha de experiências e conhecimentos, pelo apoio
moral, com a promoção de eventos, e pela análise construtiva. (Victor
desculpa-me se estou a abusar)

Cumps,
Duarte Carreira

Luís Cardoso



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Re: RE: Certifica??o de GIS Open Source

Fred Lehodey
Interessante neste contexto o email do Tyler na lista OSGeo... :-)

Fred


---------- Forwarded message ----------
From: Tyler Mitchell (OSGeo) <[hidden email]>
Date: Mon, Jul 7, 2008 at 6:42 PM
Subject: [OSGeo-Discuss] IGN France becomes OSGeo Sponsor
To: OSGeo Discussions <[hidden email]>


I'm pleased to announce that IGN France is the latest OSGeo Associate Sponsor! The Institut Géographique National (IGN) is an administrative public institution under the authority of France's Ministry of Ecology and Sustainable Development. They have a decades-long expertise especially in cartography, aerial imagery and geographic databases.

Their interest in open source comes first from improving tools such as Proj.4 and OSGeo-supported GDAL/OGR, in order to be able to reproject geographic data from the old French geodesic system (NTF) to the new one (RGF93). Hopefully these improved tools will help make the transition easier for the public.

Second, they have also been using OSGeo-supported OpenLayers as a foundation for Geoportail's new API. Given OpenLayers's widespread use, programmers should find it easy to use Geoportail's API.
IGN France looks forward to being involved in supporting OSGeo through the funding but also by continuing contributing code to the aforementioned projects.

Please join me in thanking them for their encouraging show of support for OSGeo.

You can learn more about IGN France at: http://www.ign.fr/

Sincerely,
Tyler

2008/7/9 Ricardo Pinho <[hidden email]>:
Caros,

Não pretendia entrar em discussões improdutivas, sobre a iniciativa do IGP ou sobre a disponibilização de dados.

Concordo também que este espaço (OSGeo-PT) não é o indicado para
debater este assunto. Mas também sinceramente não o vi a ser discutido
em lado algum! (como é habitual por cá nesta terra. Quem tem o poder
delibra e pronto!)

Admito que quanto mais experiência vou ganhando mais me torno anti-monopólio.
Porque essa situação só pode trazer entraves ao desenvolvimento. Suponho que não sou o único a pensar assim!
E não nos podemos esquecer das avultadas e crescentes multas que a Microsoft tem vindo a acumular nestes últimos anos em todo o Mundo (inclusivé em tribunais Europeus). Facto que devemos ter em consideração quando se fazem acordos com essa empresa principalmente quando estão envolvido Estados (dos quais somos todos accionistas).

Enviei o meu contributo no enquadramento de: "receio das Instituições em soluções sem marca" e referi o caso do IGP/VE como um exemplo das consequencias que a adopção de "soluções certificadas" ou de "marcas de confiança" podem acarretar.

Neste caso, pelo que me é possivel interpretar, as Instituições do Estado Central estão a ser incentivadas a adoptar o API do VE no desenvolvimento de aplicações para o acesso à Informação Geografica do Estado. É claro que o investimento nessa tecnologia vai criar uma dependencia futura nos produtos MS (é a sua estratégia habitual: Levas o Windows OEM nos computadores e tens de comprar o Office, o Visual Basic, etc)

E o que levou o IGP/Estado a celebrar este acordo? O prestigio da marca Microsoft, evidentemente! Deste modo assumem que o perigo de "as coisas correrem mal" é menor e com menos probabilidade de trazer "dores de cabeça" para os concessionários ("se surgirem problemas eles resolvem". o que é normalmente um grande engano). E também assim pensou: o INE, a Aguas de Portugal, o Aveiro Digital, etc. (só para citar alguns que conheço directamente) quando lançam concursos/convites que orientam, directa ou indirectamente, para soluções comerciais.

Ora, isto é exactamente o inverso do que se passa (cada vez mais) noutros Países, como referiu o Leonardo Andrade.
Para além da Holanda, é a França, etc e o pioneiro: Canada, onde as Instituições lançam concurso publicos onde os concorrentes são "obrigados" a apresentar as suas soluções em "Open Source" de modo a que o investimento seja definitivamente publico.
E é, na minha opinião, graças a esses Estados "sem receios" e à sua visão, que estamos hoje todos nós a usufruir de grande parte das soluções OS, como é o caso do GeoServer, GeoTools, etc.

Mas permitam-me deixar aqui apenas algumas das minha dúvidas relativamente ao projecto em causa.

E porque Estado Portugues/IGP opta por escolher uma solução tecnológica fechada e a impõe aos seus Organismos Públicos? Com compromissos, que mais tarde alguem vai ter de pagar! É assim tão obvio que a solução VE é a melhor e a mais adequada às necessidades Portuguesas?
Infelizmente esta é uma atitude recorrende dos Governos Portugueses, vejam este comentário em relação à opção pelo carro electrico: http://www.apfn.com.pt/Noticias/Jun2008/210608g.htm

Porque o Governo/IGP não segue o exemplo dos nossos vizinhos http://www.idee.es e as directivas do INSPIRE e cria um IDE portugues, baseado em Open Standards? E deste modo promove que as outras Instituições Publicas entrem no barco, escolhendo a solução tecnológica mais adequada à sua situação e ao seu objectivo!

Talvez esteja mal informado e existam razões que justifiquem a "opção política" pelo VE!

Mas definitivamente desejava uma mudança de paradigma, que apresento com um exemplo simples:

Num sistema operativo fechado(Windows), quando se instala um driver "não certificado" é mostrada ao utilizador a mensagem:
"O driver que está a instalar não é certificado. Quer mesmo instalar este driver?".

Num sistema operativo aberto (Linux), quando se instala um driver com fonte fechada (proprietário) é mostrada ao utilizador a mensagem:
"O driver que está a instalar não tem a fonte aberta e não nos é possivel garantir a adaptação do driver a versões posteriores e a actualizações de segurança do SO. Quer mesmo instalar este driver?"

Penso que é tempo de começarmos todos a pensar da segunda maneira!

Cumprimentos,
Ricardo Pinho

----- Mensagem original ----
De: Luís Galiza Cardoso <[hidden email]>
Para: Duarte Carreira <[hidden email]>; [hidden email]
Enviadas: Quarta-feira, 9 de Julho de 2008 11:06:17
Assunto: RE: [Portugal] RE: Certifica??o de GIS Open Source

Caro Duarte Carreira,


Concordo plenamente com a sua posição sobre a iniciativa do IGP.
Parece-me que após longíssimos anos em que o ICG/IPCC/IGP parecia, sem
querer ofender ninguém, como que "estagnado", tem tido nos últimos tempos
iniciativas de louvar! Ou pelo menos mostra outra dinâmica!

Quanto à utilização da lista, penso que, para além do que já referiu, os
participantes deveriam ter algum cuidado e evitarem fazer publicidade
camuflada.

Já agora um comentário adicional.
Acho que, em termos de implementação de SIG, ainda se centra muito nas
opções tecnologias, antes de se estabelecerem objectivos concretos para o
sistema!

Res: RE: Certifica??o de GIS Open Source
by Duarte Carreira Jul 09, 2008; 10:31am :: Rate this Message:    (use ratings to moderate[?])
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Caro Ricardo,

Por mim, não vejo problema na iniciativa. E não vejo como se
pode ler a partir desta iniciativa qualquer "receio" da instituição.
Pena é não haver ainda mais destas iniciativas por parte do IGP, de
disponibilizarem informação. A crítica que posso fazer é de terem
limitado a resolução dos ortos publicados via VE (não sei se é
limitação tecnológica?), e de não terem *ainda* publicado a mesma
informação via wms (talvez esteja agendado?).

E a título de pedido pessoal, gostaria de pedir que esta lista
não entre numa espiral de ataques a quem utiliza closed source... até
porque nesse caso eu e muitos outros estaremos incluído na lista de
alvos. E é uma discussão improdutiva: não me parece ser boa convivência
que "outros" se arroguem saber melhor que eu o software que devo usar
na minha instituição/entidade. Será muito mais consonante com a
iniciativa portuguesa da OSGeo se promovermos nesta lista o FOSS4G pela
positiva: pela partilha de experiências e conhecimentos, pelo apoio
moral, com a promoção de eventos, e pela análise construtiva. (Victor
desculpa-me se estou a abusar)

Cumps,
Duarte Carreira

Luís Cardoso



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Desenvolvimento de Soluções

Luís Galiza Cardoso
In reply to this post by Ricardo Pinho
Caros membros,

Gostaria de colocar à discussão da lista o seguinte aspecto!

Vamos assumir que uma entidade adopta como base tecnologia para o seu SIG
produtos OpenSource. Em cima desses produtos é necessário o desenvolvimento
de aplicações específicas para determinado fim. Isto é, não é melhorar a
tecnologia de base, mas somente usar as funções que disponibiliza para uma
solução específica. Sabendo que estas soluções podem ser desenvolvidas
dentro da entidade ou fora, coloco são as seguintes questões:

Quem detêm os direitos sobre o código dessa aplicação específica?
Quem é o proprietário intelectual desse código?

Até breve

Luís Galiza Cardoso

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Re: Desenvolvimento de Soluções

Leonardo Andrade-2
Boa tarde,

Vou tentar dar o meu contributo, mas não sou advogado, nem nada equivalente.
Se alguém com formação em direito quiser acrescentar algo, é muito bem-vindo.


2008/7/10 Luís Galiza Cardoso <[hidden email]>:
Caros membros,

Gostaria de colocar à discussão da lista o seguinte aspecto!

Vamos assumir que uma entidade adopta como base tecnologia para o seu SIG
produtos OpenSource. Em cima desses produtos é necessário o desenvolvimento
de aplicações específicas para determinado fim. Isto é, não é melhorar a
tecnologia de base, mas somente usar as funções que disponibiliza para uma
solução específica. Sabendo que estas soluções podem ser desenvolvidas
dentro da entidade ou fora, coloco são as seguintes questões:

Quem detêm os direitos sobre o código dessa aplicação específica?
Quem é o proprietário intelectual desse código?
Depende do acima de tudo do contrato que a organização fizer com os desenvolvedores.
No entanto, a possibilidade de a licença poder ser open-source ou proprietária também  é limitada pelo tipo de licença do software de base. Se, por exemplo, a licença for GPL (ex. gvSIG), o software desenvolvido tem de ter uma licença do mesmo tipo.
Se, por outro lado, a licença for permissiva - BSD, Apache, MIT, (ex: Mapserver) ou mesmo LGPL sob certas condições -  o código desenvolvido pode ser OS ou proprietário.

Exemplificando: se um programador desenvolver código sobre o Mapserver, pode vender as licenças com as condições que entender. Mas se desenvolver sobre o gvSIG, tem de distribuir com uma licença GPL.

Este ecossistema (principalmente  as licenças permissivas) é muito usado pelas empresas, que desenvolvem software proprietário ao mesmo tempo que criam ou melhoram o software open-source. Um exemplo, entre muitos, é a Metacarta (www.metacarta.com), que tem soluções proprietárias de  Recuperação de Informação Geográfica e  ao mesmo tempo desenvolveram o OpenLayers e outras aplicações open-source.

No entanto, note-se que "propriedade intelectual" é um conceito diferente do de "licenciamento de software".

Há mais informação na enciclopédia open-source:

http://en.wikipedia.org/wiki/Free_software_license
http://en.wikipedia.org/wiki/Permissive_free_software_licence
http://en.wikipedia.org/wiki/Copyleft

Até breve

Luís Galiza Cardoso


Cumprimentos,

--
Leonardo Andrade
http://www.novageo.com/
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Re: Desenvolvimento de Soluções

Nelson Pires
O site Groklaw cobre muita informação sobre as questões legais à volta dos FOSS.

http://www.groklaw.net/

2008/7/10 Leonardo Andrade <[hidden email]>:

> Boa tarde,
>
> Vou tentar dar o meu contributo, mas não sou advogado, nem nada equivalente.
> Se alguém com formação em direito quiser acrescentar algo, é muito
> bem-vindo.
>
>
> 2008/7/10 Luís Galiza Cardoso <[hidden email]>:
>>
>> Caros membros,
>>
>> Gostaria de colocar à discussão da lista o seguinte aspecto!
>>
>> Vamos assumir que uma entidade adopta como base tecnologia para o seu SIG
>> produtos OpenSource. Em cima desses produtos é necessário o
>> desenvolvimento
>> de aplicações específicas para determinado fim. Isto é, não é melhorar a
>> tecnologia de base, mas somente usar as funções que disponibiliza para uma
>> solução específica. Sabendo que estas soluções podem ser desenvolvidas
>> dentro da entidade ou fora, coloco são as seguintes questões:
>>
>> Quem detêm os direitos sobre o código dessa aplicação específica?
>> Quem é o proprietário intelectual desse código?
>
> Depende do acima de tudo do contrato que a organização fizer com os
> desenvolvedores.
> No entanto, a possibilidade de a licença poder ser open-source ou
> proprietária também  é limitada pelo tipo de licença do software de base.
> Se, por exemplo, a licença for GPL (ex. gvSIG), o software desenvolvido tem
> de ter uma licença do mesmo tipo.
> Se, por outro lado, a licença for permissiva - BSD, Apache, MIT, (ex:
> Mapserver) ou mesmo LGPL sob certas condições -  o código desenvolvido pode
> ser OS ou proprietário.
>
> Exemplificando: se um programador desenvolver código sobre o Mapserver, pode
> vender as licenças com as condições que entender. Mas se desenvolver sobre o
> gvSIG, tem de distribuir com uma licença GPL.
>
> Este ecossistema (principalmente  as licenças permissivas) é muito usado
> pelas empresas, que desenvolvem software proprietário ao mesmo tempo que
> criam ou melhoram o software open-source. Um exemplo, entre muitos, é a
> Metacarta (www.metacarta.com), que tem soluções proprietárias de
> Recuperação de Informação Geográfica e  ao mesmo tempo desenvolveram o
> OpenLayers e outras aplicações open-source.
>
> No entanto, note-se que "propriedade intelectual" é um conceito diferente do
> de "licenciamento de software".
>
> Há mais informação na enciclopédia open-source:
>
> http://en.wikipedia.org/wiki/Free_software_license
> http://en.wikipedia.org/wiki/Permissive_free_software_licence
> http://en.wikipedia.org/wiki/Copyleft
>>
>> Até breve
>>
>> Luís Galiza Cardoso
>>
>
> Cumprimentos,
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Re: Desenvolvimento de Soluções

Ricardo Pinho
In reply to this post by Luís Galiza Cardoso

Parece-me haver nessas perguntas uma falta de cultura de Software Livre (sem ofensa!!!)

Penso que aqui o importante é esclarecer o principio/filosofia do "Free Software" que, ao contrário do que a nossa sociedade capitalista nos faz logo pensar, Free não está relacionado com o preço mas sim com Freedom (Liberdade). Por isso se traduz, e bem, para Português: "Software Livre".

E livre de quê? Livre de usar, copiar, distribuir, estudar, modificar e aperfeiçoar! Ou seja, livre de restrições para o utilizador!

Portanto os direitos deixam de estar centrados no Autor e passam a estar centrados no Utilizador!

É por aqui que se deve começar a entrar no mundo do Software Livre, a ler a definição que está no GNU (em PT-BR, embora o Inglês esteja mais completo!): http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html

(extrato)
*******************************************************************************************************************************************************************
"Software livre" se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software:
    * A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade no. 0)
    * A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade no. 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
    * A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade no. 2).
    * A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade no. 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade." Um programa é software livre se os usuários tem todas essas liberdades.
...
Entretanto, certos tipos de regras sobre a maneira de distribuir software livre são aceitáveis, quando elas não entram em conflito com as liberdades principais.
....
"Software Livre" Não significa "não-comercial". Um programa livre deve estar disponível
para uso comercial, desenvolvimento comercial, e distribuição comercial. O
desenvolvimento comercial de software livre não é incomum; tais softwares livres
comerciais são muito importantes.
...
Regras sobre como empacotar uma versão modificada são aceitáveis, se elas não acabam bloqueando a sua liberdade de liberar versões modificadas.
...
*******************************************************************************************************************************************************************

Mas como todos sabemos existem diversas categorias de Software Livre:
http://www.gnu.org/philosophy/categories.pt-br.html

Código  aberto (Open Source)
Domínio público
Software protegido com copyleft
Software livre não protegido  com copyleft
Software coberto pela GPL

Nesta matéria é necessário usar as palavras certas para evitar confusões.
(eu proprio muitas vezes caio nesta armadilha de palavras)
http://www.gnu.org/philosophy/words-to-avoid.html

Mas o mais importante de tudo é ler o ficheiro de licença que acompanha cada distribuição de Software Livre.
Em primeiro lugar para garantir que se trata de um software livre! E depois para saber de que categoria se trata.
Para uma lista completa ver:
http://www.fsf.org/licensing/licenses/

Mas porque há muito "chico esperto" que tenta aproveitar a fama do SL, anunciando-a licença como tal mas que bloquea determinadas liberdades dos utilizadores. Consultem a lista de software não livre mas que aparenta ser: http://www.fsf.org/licensing/licenses/index_html#NonFreeSoftwareLicense (Reparem no numero de licenças de SW da Microsoft que aparecem na lista)

Tentar enquadrar os "Direitos de Autor" no Software Livre é, pelo que foi dito, bastante complicado. O Autor continua a ter todos os direitos, desde que não entrem em conflito com os direitos elencados do utilizador!

Até a propria "Creative Comons" recusa a aplicação das suas licenças a Software e remete para a GNU:
http://creativecommons.org/software/

Embora no SL esteja sempre ressalvado o Crédito/Menção aos Autores das fontes usadas!

Esta é a minha interpretação, simplista, do Software Livre.
Acima de tudo, traz-nos (utilizadores) LIBERDADE!!

Cumprimentos,
Ricardo Pinho


----- Mensagem original ----
De: Luís Galiza Cardoso <[hidden email]>
Para: [hidden email]
Enviadas: Quinta-feira, 10 de Julho de 2008 11:44:14
Assunto: [Portugal] Desenvolvimento de Soluções

Caros membros,

Gostaria de colocar à discussão da lista o seguinte aspecto!

Vamos assumir que uma entidade adopta como base tecnologia para o seu SIG
produtos OpenSource. Em cima desses produtos é necessário o desenvolvimento
de aplicações específicas para determinado fim. Isto é, não é melhorar a
tecnologia de base, mas somente usar as funções que disponibiliza para uma
solução específica. Sabendo que estas soluções podem ser desenvolvidas
dentro da entidade ou fora, coloco são as seguintes questões:

Quem detêm os direitos sobre o código dessa aplicação específica?
Quem é o proprietário intelectual desse código?

Até breve

Luís Galiza Cardoso


      Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.
http://br.new.mail.yahoo.com/addresses



      Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.
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RE: Desenvolvimento de Soluções

Luís Galiza Cardoso
Caro Ricardo,

As minhas questões eram sobre os produtos criados SOBRE o "software livre"
não sobre modificações NO "software livre". Alias, aplico as mesmas questões
em desenvolvimentos sobre software proprietário!
Quanto a uma cultura de Software Livre, acho que cada um é livre de escolher
o caminho que pretende seguir. Penso que não devem ser questões sobre
"monopólios" a ditar a escolha!
Quanto à sociedade capitalista, aquilo que sinto é, no que diz respeito ao
uso de "software livre" nas nossas instituições, a grande atracção está na
possibilidade de "ausência de pagamento de licenças" ou "de contractos de
manutenção" e não na liberdade em si!
E isso nota-se ao nível da informação, porque não partilhar livremente a
informação de base, Cartografia, Ortos, PDM's, Censos, RAN, REN,  e por ai
fora? Desculpem a expressão, é sempre um filme quando se pretende aceder a
estes e outros dados!




Agradeço os esclarecimentos do Leonardo sobre os aspectos do "licenciamento
de software"



Luís Cardoso

 

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