Re: Digest Portugal, volume 118, assunto 2

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Re: Digest Portugal, volume 118, assunto 2

duartecarreira
Bem, esta revisão é brutal...

http/2? Quer dizer que não se pode comprar win server 2012 se for para publicar sites... só 2016...? E para além disso obriga ao uso de https. A mim parece-me que muita gente não usa...
No apache não sei se no caso do ubuntu 16.04 (lts) já vem incluído, porque não vinha... era preciso compilar o apache... aqui ao menos há solução, mas em ambientes mais controlados, onde compilações não sejam aceites por motivos de segurança, não vai ser fácil. e qual o benefício para a interoperabilidade??

Não sei o suficiente sobre esta lei, para perceber bem quando é aplicável...
Ou seja, quando se adquire software para uma função que está no rnid, esse software tem de implementar as normas obrigatórias, isso é claro. Mas os sistemas existentes mantém-se?

E na gestão documental, as normas aplicam-se como? Converte-se todos os docs que não sejam odf1.2 ou pdf1.7? Ou só nos upgrades e novas aquisições?

Imagem raster: png obrigatório?? mesmo?? então as boas práticas de definir o melhor formato de acordo com o tipo de imagem voaram pela janela? png para fotos?

vorbis? hehe... vá lá, o theora no video é só recomendado. vai ser interoperável com o quê?

Não me interpretem mal, eu acho o rnid necessário e útil, até essencial. Só me parece que andar no cutting edge não é propriamente promotor de interoperabilidade... acho mesmo que é antagónico.

E depois lá vem a cláusula de se for mesmo muito difícil deixem lá isso...

Enfim, vamos ver o que isto produz no "país real".

Abraços,
Duarte




On Tue, Jan 9, 2018 at 8:01 PM <[hidden email]> wrote:
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Quando responder, por favor edite sua linha de assunto de forma a ela
ser mais específica do que "Re: Contents of Portugal digest..."
Tópicos de Hoje:

   1. Fwd: Workshop - Introdução aos princípios de processamento
      e análise de informação geográfica com Python, GDAL/OGR e
      GRASS GIS (Artur Gil)
   2. Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade
      Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05 (Ricardo Pinho)



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To: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter <[hidden email]>
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Date: Tue, 9 Jan 2018 11:25:47 -0100
Subject: [Portugal] Fwd: Workshop - Introdução aos princípios de processamento e análise de informação geográfica com Python, GDAL/OGR e GRASS GIS

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Workshop
(Organização: INESC Coimbra / Departamento de Matemática da FCTUC)

Data: 26 de Janeiro, 16h - 20h
Local: Departamento de Matemática da FCTUC - Sala 0.2 (Piso 0)

Título: Introdução aos princípios de processamento e análise de informação geográfica com Python, GDAL/OGR e GRASS GIS

Formador: Joaquim Patriarca
(Bolseiro do INESC Coimbra e aluno do doutoramento em Ciências e Tecnologias da Informação na Universidade de Coimbra)

Resumo:
Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são ferramentas proeminentes na resolução de problemas com uma evidente dimensão geoespacial (e.g. gestão de recursos e infra-estruturas; planeamento e ordenamento do território; mitigação e gestão de catástrofes, etc.). Aliada aos SIG, a programação contribui para o aumento da capacidade de processamento e análise de dados/informação geográfica, potenciando a obtenção de resultados de um modo muito mais célere e fomentando a distribuição e partilha de métodos e procedimentos que visam a produção de nova informação e conhecimento, quer seja através da criação de aplicações/rotinas executáveis a partir do computador de cada utilizador, ou do desenvolvimento de serviços web.

Assim, a ideia de que a implementação de algoritmos em ambiente SIG, recorrendo a uma qualquer linguagem de programação, é uma mais valia, serviu de motivação para a organização de um workshop no qual os participantes desenvolverão competências básicas, mas estruturantes e fundamentais, ao nível da manipulação e análise de dados geográficos através do emprego das API (Application Programming Interface) Python de dois software relevantes no universo das distribuições SIG Desktop, a biblioteca GDAL/OGR (http://www.gdal.org/) e o GRASS GIS (https://grass.osgeo.org/).

Os exercícios a serem executados pelos formandos consistirão, genericamente, no seguinte: leitura e escrita de geometrias vectoriais e tabelas que as acompanham; leitura e escrita de dados matriciais; incorporação de ferramentas da GDAL/OGR e do GRASS GIS em scripts Python; incrementação em Python de pequenos procedimentos de análise tendo por base a distribuição espacial de um conjunto de entidades ou de propriedades do espaço euclidiano.

Esclarecimentos e inscrições:
[hidden email]

Inscrição gratuita para alunos dos cursos de:
- Mestrado em Engenharia Geográfica
da FCTUC
- Mestrado em Tecnologias de Informação Geográfica da UC
- Licenciatura ou Mestrado em Engenharia Informática da FCTUC

Membros da Ordem dos Engenheiros: 20€
Restantes participantes: 25€

Apoio: Colégio de Regional de Engenharia Informática da Região Centro da Ordem dos Engenheiros




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To: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter <[hidden email]>
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Date: Tue, 9 Jan 2018 16:41:26 +0000
Subject: [Portugal] Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05
Caros,

Foi publicado em DR a tão esperada revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID)

Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2018 - Diário da República n.º 4/2018, Série I de 2018-01-05 Procede à revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital
https://dre.pt/application/file/a/114461891

Transmito um breve resumo das muitas novidades da TABELA VI:
Sistemas de informação geográfica, incluindo cartografia, cadastro digital, topografia e modelação

OBRIGATÓRIOS (OGC)

[anteriores]

WCS 2.01 (Web Coverage Service)
Serviço web para transmissão de coberturas de dados geográficos, complementado pelas especificações GML e GeoTIFF

WFS 2.0 (Web Feature Service)
Serviço web para a transmissão de dados geográficos por entidades individuais entre cliente e servidor, sendo que no processo de transmissão é usado o formato GML

WMS 1.3 (Web Map Service)
Serviço web para a entrega de mapas ou parte de mapas em formato matricial produzidos por servidores de mapas, complementado pela dimensão temporal dos dados WMS-T

WPS 1.0 (Web Processing Service)
Serviço web para a transmissão de pedidos de processamento de informação geográfica

[novos]

CSW (Catalog Service for Web)
Serviço web para pesquisa de informação e descrições (metadados) em catálogos de informação geográfica

GML (Geography Markup Language)
Formato baseado em XML para armazenamento de informação geográfica, usado também para transações de dados geográficos entre aplicações na Internet, nomeadamente WFS e WCS

SLD (Styled Layer Descriptor)
Codificação da simbologia de entidades geográficas, permitindo a transmissão de simbologia entre cliente e servidor ou o seu armazenamento em ficheiro, complementando a especificação WMS na produção de mapas com simbologia


RECOMENDADOS

GeoTIFF 1.0 (Geographic Tagged Image File Format)
Dados matriciais (raster) em ficheiro, aplicáveis a imagens de satélite, fotografias aéreas, modelos digitais de terreno, etc.

AutoCAD 2000 DXF (AutoCAD 2000 Drawing Exchange Format)
Dados vetoriais em ficheiro para transferência de informação entre SIG e aplicações de Desenho Assistido por Computador (CAD), nomeadamente, Topografia e Cartografia

GeoPackage (GeoPackage Encoding Standard)
Formato para armazenamento de dados geográficos, vetoriais e matriciais em ficheiro, baseado no formato SQLite

KML (Keyhole Markup Language)
Visualização geográfica

netCDF (network Common Data Form standards suite)
Codificação de informação geoespacial digital relacionada com o fenómeno espaço/tempo

CT (Coordinate Transformation Service standard)
Fornecimento de acesso e especificações para serviços de transformação de coordenadas em dados geoespaciais

SOS (Sensor Obervation Service standard)
Gestão de dados proveniente de sensores, de forma a garantir a interoperabilidade dos mesmos


Cumprimentos,
Ricardo Pinho
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Re: Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05

duartecarreira
Bem, esta revisão é brutal...

http/2? Quer dizer que não se pode comprar win server 2012 se for para publicar sites... só 2016...? E para além disso obriga ao uso de https. A mim parece-me que muita gente não usa...
No apache não sei se no caso do ubuntu 16.04 (lts) já vem incluído, porque não vinha... era preciso compilar o apache... aqui ao menos há solução, mas em ambientes mais controlados, onde compilações não sejam aceites por motivos de segurança, não vai ser fácil. e qual o benefício para a interoperabilidade??

Não sei o suficiente sobre esta lei, para perceber bem quando é aplicável...
Ou seja, quando se adquire software para uma função que está no rnid, esse software tem de implementar as normas obrigatórias, isso é claro. Mas os sistemas existentes mantém-se?

E na gestão documental, as normas aplicam-se como? Converte-se todos os docs que não sejam odf1.2 ou pdf1.7? Ou só nos upgrades e novas aquisições?

Imagem raster: png obrigatório?? mesmo?? então as boas práticas de definir o melhor formato de acordo com o tipo de imagem voaram pela janela? png para fotos?

vorbis? hehe... vá lá, o theora no video é só recomendado. vai ser interoperável com o quê?

Não me interpretem mal, eu acho o rnid necessário e útil, até essencial. Só me parece que andar no cutting edge não é propriamente promotor de interoperabilidade... acho mesmo que é antagónico.

E depois lá vem a cláusula de se for mesmo muito difícil deixem lá isso...

Enfim, vamos ver o que isto produz no "país real".

Abraços,
Duarte

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Date: Tue, 9 Jan 2018 16:41:26 +0000
Subject: [Portugal] Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05
Caros,

Foi publicado em DR a tão esperada revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID)

Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2018 - Diário da República n.º 4/2018, Série I de 2018-01-05 Procede à revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital
https://dre.pt/application/file/a/114461891

Transmito um breve resumo das muitas novidades da TABELA VI:
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Serviço web para transmissão de coberturas de dados geográficos, complementado pelas especificações GML e GeoTIFF

WFS 2.0 (Web Feature Service)
Serviço web para a transmissão de dados geográficos por entidades individuais entre cliente e servidor, sendo que no processo de transmissão é usado o formato GML

WMS 1.3 (Web Map Service)
Serviço web para a entrega de mapas ou parte de mapas em formato matricial produzidos por servidores de mapas, complementado pela dimensão temporal dos dados WMS-T

WPS 1.0 (Web Processing Service)
Serviço web para a transmissão de pedidos de processamento de informação geográfica

[novos]

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Serviço web para pesquisa de informação e descrições (metadados) em catálogos de informação geográfica

GML (Geography Markup Language)
Formato baseado em XML para armazenamento de informação geográfica, usado também para transações de dados geográficos entre aplicações na Internet, nomeadamente WFS e WCS

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Codificação da simbologia de entidades geográficas, permitindo a transmissão de simbologia entre cliente e servidor ou o seu armazenamento em ficheiro, complementando a especificação WMS na produção de mapas com simbologia


RECOMENDADOS

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Dados matriciais (raster) em ficheiro, aplicáveis a imagens de satélite, fotografias aéreas, modelos digitais de terreno, etc.

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Dados vetoriais em ficheiro para transferência de informação entre SIG e aplicações de Desenho Assistido por Computador (CAD), nomeadamente, Topografia e Cartografia

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KML (Keyhole Markup Language)
Visualização geográfica

netCDF (network Common Data Form standards suite)
Codificação de informação geoespacial digital relacionada com o fenómeno espaço/tempo

CT (Coordinate Transformation Service standard)
Fornecimento de acesso e especificações para serviços de transformação de coordenadas em dados geoespaciais

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Cumprimentos,
Ricardo Pinho
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Re: Digest Portugal, volume 118, assunto 2

Rui Cavaco-2
In reply to this post by duartecarreira
GML e Geopackage são ambos "obrigatórios" como formatos SIG vectorial? Há claramente contextos de utilização para cada formato que não são suficientemente explicados na lei em linguagem acessível. Já agora, hoje em dia, o que mais distingue o GML não é este servir para "transações de dados  geográficos entre aplicações na Internet".

Imaginem que um organismo público quer partilhar dados vectoriais sem outros atributos que não sejam um simples identificador. Usa GML ou Geopackage, "obrigatórios", ou é legal ficar-se pelo "recomendado" DXF?

O que acontece a quem difundir oficialmente uma Shapefile?

Ser assim vago apenas faz cair no ridículo as boas intenções normalizadoras. Preparem-se para o sistemático e diário atropelo à nova lei (eu sei, não é nova, foi revista ... ;) ) .

Rui Cavaco

Duarte Carreira <[hidden email]> escreveu no dia terça, 9/01/2018 às 21:28:
Bem, esta revisão é brutal...

http/2? Quer dizer que não se pode comprar win server 2012 se for para publicar sites... só 2016...? E para além disso obriga ao uso de https. A mim parece-me que muita gente não usa...
No apache não sei se no caso do ubuntu 16.04 (lts) já vem incluído, porque não vinha... era preciso compilar o apache... aqui ao menos há solução, mas em ambientes mais controlados, onde compilações não sejam aceites por motivos de segurança, não vai ser fácil. e qual o benefício para a interoperabilidade??

Não sei o suficiente sobre esta lei, para perceber bem quando é aplicável...
Ou seja, quando se adquire software para uma função que está no rnid, esse software tem de implementar as normas obrigatórias, isso é claro. Mas os sistemas existentes mantém-se?

E na gestão documental, as normas aplicam-se como? Converte-se todos os docs que não sejam odf1.2 ou pdf1.7? Ou só nos upgrades e novas aquisições?

Imagem raster: png obrigatório?? mesmo?? então as boas práticas de definir o melhor formato de acordo com o tipo de imagem voaram pela janela? png para fotos?

vorbis? hehe... vá lá, o theora no video é só recomendado. vai ser interoperável com o quê?

Não me interpretem mal, eu acho o rnid necessário e útil, até essencial. Só me parece que andar no cutting edge não é propriamente promotor de interoperabilidade... acho mesmo que é antagónico.

E depois lá vem a cláusula de se for mesmo muito difícil deixem lá isso...

Enfim, vamos ver o que isto produz no "país real".

Abraços,
Duarte




On Tue, Jan 9, 2018 at 8:01 PM <[hidden email]> wrote:
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Tópicos de Hoje:

   1. Fwd: Workshop - Introdução aos princípios de processamento
      e análise de informação geográfica com Python, GDAL/OGR e
      GRASS GIS (Artur Gil)
   2. Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade
      Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05 (Ricardo Pinho)



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Data: 26 de Janeiro, 16h - 20h
Local: Departamento de Matemática da FCTUC - Sala 0.2 (Piso 0)

Título: Introdução aos princípios de processamento e análise de informação geográfica com Python, GDAL/OGR e GRASS GIS

Formador: Joaquim Patriarca
(Bolseiro do INESC Coimbra e aluno do doutoramento em Ciências e Tecnologias da Informação na Universidade de Coimbra)

Resumo:
Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são ferramentas proeminentes na resolução de problemas com uma evidente dimensão geoespacial (e.g. gestão de recursos e infra-estruturas; planeamento e ordenamento do território; mitigação e gestão de catástrofes, etc.). Aliada aos SIG, a programação contribui para o aumento da capacidade de processamento e análise de dados/informação geográfica, potenciando a obtenção de resultados de um modo muito mais célere e fomentando a distribuição e partilha de métodos e procedimentos que visam a produção de nova informação e conhecimento, quer seja através da criação de aplicações/rotinas executáveis a partir do computador de cada utilizador, ou do desenvolvimento de serviços web.

Assim, a ideia de que a implementação de algoritmos em ambiente SIG, recorrendo a uma qualquer linguagem de programação, é uma mais valia, serviu de motivação para a organização de um workshop no qual os participantes desenvolverão competências básicas, mas estruturantes e fundamentais, ao nível da manipulação e análise de dados geográficos através do emprego das API (Application Programming Interface) Python de dois software relevantes no universo das distribuições SIG Desktop, a biblioteca GDAL/OGR (http://www.gdal.org/) e o GRASS GIS (https://grass.osgeo.org/).

Os exercícios a serem executados pelos formandos consistirão, genericamente, no seguinte: leitura e escrita de geometrias vectoriais e tabelas que as acompanham; leitura e escrita de dados matriciais; incorporação de ferramentas da GDAL/OGR e do GRASS GIS em scripts Python; incrementação em Python de pequenos procedimentos de análise tendo por base a distribuição espacial de um conjunto de entidades ou de propriedades do espaço euclidiano.

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Serviço web para transmissão de coberturas de dados geográficos, complementado pelas especificações GML e GeoTIFF

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Serviço web para a entrega de mapas ou parte de mapas em formato matricial produzidos por servidores de mapas, complementado pela dimensão temporal dos dados WMS-T

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GML (Geography Markup Language)
Formato baseado em XML para armazenamento de informação geográfica, usado também para transações de dados geográficos entre aplicações na Internet, nomeadamente WFS e WCS

SLD (Styled Layer Descriptor)
Codificação da simbologia de entidades geográficas, permitindo a transmissão de simbologia entre cliente e servidor ou o seu armazenamento em ficheiro, complementando a especificação WMS na produção de mapas com simbologia


RECOMENDADOS

GeoTIFF 1.0 (Geographic Tagged Image File Format)
Dados matriciais (raster) em ficheiro, aplicáveis a imagens de satélite, fotografias aéreas, modelos digitais de terreno, etc.

AutoCAD 2000 DXF (AutoCAD 2000 Drawing Exchange Format)
Dados vetoriais em ficheiro para transferência de informação entre SIG e aplicações de Desenho Assistido por Computador (CAD), nomeadamente, Topografia e Cartografia

GeoPackage (GeoPackage Encoding Standard)
Formato para armazenamento de dados geográficos, vetoriais e matriciais em ficheiro, baseado no formato SQLite

KML (Keyhole Markup Language)
Visualização geográfica

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Codificação de informação geoespacial digital relacionada com o fenómeno espaço/tempo

CT (Coordinate Transformation Service standard)
Fornecimento de acesso e especificações para serviços de transformação de coordenadas em dados geoespaciais

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Re: Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05

Ricardo Pinho-4
In reply to this post by duartecarreira
Recordo que estamos a falar de uma revisão de uma lei de 2011 e RNID de 2012 que já começou tardia e teve o momento de discussão publica em 2015!
https://lists.osgeo.org/pipermail/portugal/2015-December/008070.html
É assim o ritmo nacional nestes assuntos estratégicos de fundo!

Mais grave é que apesar dos reparos e chamadas de atenção feitos (pelo menos da parte da ANSOL) para uma das falhas mais graves da Lei, e que tiveram aqui a oportunidade de corrigir, ficou exactamente igual!

Nos  termos  do  disposto  no  n.º  6  do  artigo  5.º  da  Lei  n.º 36/2011, de 21 de junho, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1  —  Alterar  o  Regulamento  Nacional  de  Interoperabilidade Digital, doravante designado por Regulamento, constante  do  anexo  à  presente  resolução  e  da  qual  faz  parte integrante.
2 — Estabelecer que as entidades, serviços e organismos abrangidos pelo âmbito de aplicação do Regulamento estão obrigados a cumprir as especificações técnicas e formatos digitais  obrigatórios  e  a  procurar  seguir  as  especificações técnicas e formatos digitais recomendados de acordo com a respetiva classificação, nos termos definidos na Lei n.º 36/2011, de 21 de junho.


Ora o que vem nesta revisão é:

3 — O RNID aplica-se aos órgãos, serviços e demais entidades previstas no artigo 2.º da Lei n.º 36/2011, de 21 de junho

 

[Lei nº 36/2011 - Artigo 2.º Âmbito de aplicação A presente lei aplica-se a: a) Órgãos de soberania; b) Serviços da administração pública central, incluindo institutos públicos e serviços desconcentrados do Estado; c) Serviços da administração pública regional; d) Sector empresarial do Estado]

 

OU SEJA, AS AUTARQUIAS nesta área das normas abertas nos sistemas informáticos, CONTINUAM ISENTAS DE ADOPÇÃO OBRIGATÓRIA!


Outra questão básica para o cumprimento da Lei é definir o que acontece a quem não cumpre. Não acontece NADA!

A AMA que devia fiscalizar o cumprimento da lei/regulamento (e que demorou estes anos todos a rever), não está para aí virada...

Nem sequer uma lista da vergonha... 

Mas ela existe feita pela ANSOL no github... força aí a preenche-la! ;-)

Cumprimentos,

No dia 9 de janeiro de 2018 às 22:29, Duarte Carreira <[hidden email]> escreveu:
Bem, esta revisão é brutal...

http/2? Quer dizer que não se pode comprar win server 2012 se for para publicar sites... só 2016...? E para além disso obriga ao uso de https. A mim parece-me que muita gente não usa...
No apache não sei se no caso do ubuntu 16.04 (lts) já vem incluído, porque não vinha... era preciso compilar o apache... aqui ao menos há solução, mas em ambientes mais controlados, onde compilações não sejam aceites por motivos de segurança, não vai ser fácil. e qual o benefício para a interoperabilidade??

Não sei o suficiente sobre esta lei, para perceber bem quando é aplicável...
Ou seja, quando se adquire software para uma função que está no rnid, esse software tem de implementar as normas obrigatórias, isso é claro. Mas os sistemas existentes mantém-se?

E na gestão documental, as normas aplicam-se como? Converte-se todos os docs que não sejam odf1.2 ou pdf1.7? Ou só nos upgrades e novas aquisições?

Imagem raster: png obrigatório?? mesmo?? então as boas práticas de definir o melhor formato de acordo com o tipo de imagem voaram pela janela? png para fotos?

vorbis? hehe... vá lá, o theora no video é só recomendado. vai ser interoperável com o quê?

Não me interpretem mal, eu acho o rnid necessário e útil, até essencial. Só me parece que andar no cutting edge não é propriamente promotor de interoperabilidade... acho mesmo que é antagónico.

E depois lá vem a cláusula de se for mesmo muito difícil deixem lá isso...

Enfim, vamos ver o que isto produz no "país real".

Abraços,
Duarte

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Subject: [Portugal] Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05
Caros,

Foi publicado em DR a tão esperada revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID)

Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2018 - Diário da República n.º 4/2018, Série I de 2018-01-05 Procede à revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital
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Serviço web para transmissão de coberturas de dados geográficos, complementado pelas especificações GML e GeoTIFF

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Serviço web para pesquisa de informação e descrições (metadados) em catálogos de informação geográfica

GML (Geography Markup Language)
Formato baseado em XML para armazenamento de informação geográfica, usado também para transações de dados geográficos entre aplicações na Internet, nomeadamente WFS e WCS

SLD (Styled Layer Descriptor)
Codificação da simbologia de entidades geográficas, permitindo a transmissão de simbologia entre cliente e servidor ou o seu armazenamento em ficheiro, complementando a especificação WMS na produção de mapas com simbologia


RECOMENDADOS

GeoTIFF 1.0 (Geographic Tagged Image File Format)
Dados matriciais (raster) em ficheiro, aplicáveis a imagens de satélite, fotografias aéreas, modelos digitais de terreno, etc.

AutoCAD 2000 DXF (AutoCAD 2000 Drawing Exchange Format)
Dados vetoriais em ficheiro para transferência de informação entre SIG e aplicações de Desenho Assistido por Computador (CAD), nomeadamente, Topografia e Cartografia

GeoPackage (GeoPackage Encoding Standard)
Formato para armazenamento de dados geográficos, vetoriais e matriciais em ficheiro, baseado no formato SQLite

KML (Keyhole Markup Language)
Visualização geográfica

netCDF (network Common Data Form standards suite)
Codificação de informação geoespacial digital relacionada com o fenómeno espaço/tempo

CT (Coordinate Transformation Service standard)
Fornecimento de acesso e especificações para serviços de transformação de coordenadas em dados geoespaciais

SOS (Sensor Obervation Service standard)
Gestão de dados proveniente de sensores, de forma a garantir a interoperabilidade dos mesmos


Cumprimentos,
Ricardo Pinho
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Re: Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05

Ricardo Pinho-4
Quem quiser fazer uma retrospectiva de Nov.2015 com as palestras dedicadas a este tema, pode fazê-lo em:
1º PAINEL - Seminário online
O Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital e a adoção de Normas Abertas pela Administração Pública
https://sites.google.com/site/gisdayoaz2015/inscricoes/inscricoes-seminarios-online


No dia 10 de janeiro de 2018 às 14:40, Ricardo Pinho <[hidden email]> escreveu:
Recordo que estamos a falar de uma revisão de uma lei de 2011 e RNID de 2012 que já começou tardia e teve o momento de discussão publica em 2015!
https://lists.osgeo.org/pipermail/portugal/2015-December/008070.html
É assim o ritmo nacional nestes assuntos estratégicos de fundo!

Mais grave é que apesar dos reparos e chamadas de atenção feitos (pelo menos da parte da ANSOL) para uma das falhas mais graves da Lei, e que tiveram aqui a oportunidade de corrigir, ficou exactamente igual!

Nos  termos  do  disposto  no  n.º  6  do  artigo  5.º  da  Lei  n.º 36/2011, de 21 de junho, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1  —  Alterar  o  Regulamento  Nacional  de  Interoperabilidade Digital, doravante designado por Regulamento, constante  do  anexo  à  presente  resolução  e  da  qual  faz  parte integrante.
2 — Estabelecer que as entidades, serviços e organismos abrangidos pelo âmbito de aplicação do Regulamento estão obrigados a cumprir as especificações técnicas e formatos digitais  obrigatórios  e  a  procurar  seguir  as  especificações técnicas e formatos digitais recomendados de acordo com a respetiva classificação, nos termos definidos na Lei n.º 36/2011, de 21 de junho.


Ora o que vem nesta revisão é:

3 — O RNID aplica-se aos órgãos, serviços e demais entidades previstas no artigo 2.º da Lei n.º 36/2011, de 21 de junho

 

[Lei nº 36/2011 - Artigo 2.º Âmbito de aplicação A presente lei aplica-se a: a) Órgãos de soberania; b) Serviços da administração pública central, incluindo institutos públicos e serviços desconcentrados do Estado; c) Serviços da administração pública regional; d) Sector empresarial do Estado]

 

OU SEJA, AS AUTARQUIAS nesta área das normas abertas nos sistemas informáticos, CONTINUAM ISENTAS DE ADOPÇÃO OBRIGATÓRIA!


Outra questão básica para o cumprimento da Lei é definir o que acontece a quem não cumpre. Não acontece NADA!

A AMA que devia fiscalizar o cumprimento da lei/regulamento (e que demorou estes anos todos a rever), não está para aí virada...

Nem sequer uma lista da vergonha... 

Mas ela existe feita pela ANSOL no github... força aí a preenche-la! ;-)

Cumprimentos,

No dia 9 de janeiro de 2018 às 22:29, Duarte Carreira <[hidden email]> escreveu:
Bem, esta revisão é brutal...

http/2? Quer dizer que não se pode comprar win server 2012 se for para publicar sites... só 2016...? E para além disso obriga ao uso de https. A mim parece-me que muita gente não usa...
No apache não sei se no caso do ubuntu 16.04 (lts) já vem incluído, porque não vinha... era preciso compilar o apache... aqui ao menos há solução, mas em ambientes mais controlados, onde compilações não sejam aceites por motivos de segurança, não vai ser fácil. e qual o benefício para a interoperabilidade??

Não sei o suficiente sobre esta lei, para perceber bem quando é aplicável...
Ou seja, quando se adquire software para uma função que está no rnid, esse software tem de implementar as normas obrigatórias, isso é claro. Mas os sistemas existentes mantém-se?

E na gestão documental, as normas aplicam-se como? Converte-se todos os docs que não sejam odf1.2 ou pdf1.7? Ou só nos upgrades e novas aquisições?

Imagem raster: png obrigatório?? mesmo?? então as boas práticas de definir o melhor formato de acordo com o tipo de imagem voaram pela janela? png para fotos?

vorbis? hehe... vá lá, o theora no video é só recomendado. vai ser interoperável com o quê?

Não me interpretem mal, eu acho o rnid necessário e útil, até essencial. Só me parece que andar no cutting edge não é propriamente promotor de interoperabilidade... acho mesmo que é antagónico.

E depois lá vem a cláusula de se for mesmo muito difícil deixem lá isso...

Enfim, vamos ver o que isto produz no "país real".

Abraços,
Duarte

---------- Forwarded message ----------
From: Ricardo Pinho <[hidden email]>
To: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter <[hidden email]>
Cc: 
Bcc: 
Date: Tue, 9 Jan 2018 16:41:26 +0000
Subject: [Portugal] Revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID) - em vigor desde 2018.01.05
Caros,

Foi publicado em DR a tão esperada revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID)

Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2018 - Diário da República n.º 4/2018, Série I de 2018-01-05 Procede à revisão do Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital
https://dre.pt/application/file/a/114461891

Transmito um breve resumo das muitas novidades da TABELA VI:
Sistemas de informação geográfica, incluindo cartografia, cadastro digital, topografia e modelação

OBRIGATÓRIOS (OGC)

[anteriores]

WCS 2.01 (Web Coverage Service)
Serviço web para transmissão de coberturas de dados geográficos, complementado pelas especificações GML e GeoTIFF

WFS 2.0 (Web Feature Service)
Serviço web para a transmissão de dados geográficos por entidades individuais entre cliente e servidor, sendo que no processo de transmissão é usado o formato GML

WMS 1.3 (Web Map Service)
Serviço web para a entrega de mapas ou parte de mapas em formato matricial produzidos por servidores de mapas, complementado pela dimensão temporal dos dados WMS-T

WPS 1.0 (Web Processing Service)
Serviço web para a transmissão de pedidos de processamento de informação geográfica

[novos]

CSW (Catalog Service for Web)
Serviço web para pesquisa de informação e descrições (metadados) em catálogos de informação geográfica

GML (Geography Markup Language)
Formato baseado em XML para armazenamento de informação geográfica, usado também para transações de dados geográficos entre aplicações na Internet, nomeadamente WFS e WCS

SLD (Styled Layer Descriptor)
Codificação da simbologia de entidades geográficas, permitindo a transmissão de simbologia entre cliente e servidor ou o seu armazenamento em ficheiro, complementando a especificação WMS na produção de mapas com simbologia


RECOMENDADOS

GeoTIFF 1.0 (Geographic Tagged Image File Format)
Dados matriciais (raster) em ficheiro, aplicáveis a imagens de satélite, fotografias aéreas, modelos digitais de terreno, etc.

AutoCAD 2000 DXF (AutoCAD 2000 Drawing Exchange Format)
Dados vetoriais em ficheiro para transferência de informação entre SIG e aplicações de Desenho Assistido por Computador (CAD), nomeadamente, Topografia e Cartografia

GeoPackage (GeoPackage Encoding Standard)
Formato para armazenamento de dados geográficos, vetoriais e matriciais em ficheiro, baseado no formato SQLite

KML (Keyhole Markup Language)
Visualização geográfica

netCDF (network Common Data Form standards suite)
Codificação de informação geoespacial digital relacionada com o fenómeno espaço/tempo

CT (Coordinate Transformation Service standard)
Fornecimento de acesso e especificações para serviços de transformação de coordenadas em dados geoespaciais

SOS (Sensor Obervation Service standard)
Gestão de dados proveniente de sensores, de forma a garantir a interoperabilidade dos mesmos


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